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Não sei/não consigo mais me valorizar

2020.02.17 14:16 Enigma_Machine1 Não sei/não consigo mais me valorizar

Ando com um problema muito sério de auto-estima. Não consigo me achar bonito nem que alguém consiga me desejar, por mais paradoxal que isso seja, já que namoro. Eu me comparo com todo mundo e me sinto pior que elas em todos os sentidos. Não consigo ver uma única qualidade em mim e fico me perguntando o pq da minha namorada estar comigo. Eu faço academia de 5 a 6 vezes por semana e mesmo assim me acho insuficiente.
Pra ajudar, conforme já desabafei em outras postagens, eu trabalho sozinho e por conta disso é muito fácil ficar afastado dos amigos e de interagir socialmente. Eu sinto isso até nas coisas mais bestas, tipo postar uma foto minha no facebook. Antes, quando estava na faculdade, tinha bastante likes e comentários, galera interagindo. Hoje em dia, se tenho 10 é muito. Isso me afeta muito mais do que eu gostaria.
Sinto que caí numa espiral de pensamentos negativos sobre si mesmo que não consigo sair. Têm dicas de como resolver isso? Gostaria muito de fazer tratamento psicológico mas não tenho dinheiro pra isso. Estou na fila do plano há meses e ainda não consegui vaga. Mesma coisa com atendimento gratuito, estou há meses nas filas e nada.
Eu só queria parar de me sentir insuficiente, tanto pra si como pra namorada. Sou muito duro comigo mesmo.
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2019.01.07 18:09 cocacolacomcafe Depois de 9 anos, eu me formei

Faz muito tempo que não escrevo aqui, estive ocupado com alguns planejamentos sobre o que eu faria se "tudo desse errado". Sempre tive problemas relacionados ao desempenho escolar e isso me acompanhou durante o meu curso também. Os primeiros 3 anos de faculdade foram relativamente tranquilos, eu passava nos exames finais e a vida seguia. Até que terminei meu namoro de 5 anos.
Desde então ficou eu e somente eu. Com 21 anos me senti desconectado de uma pessoa que esteve comigo durante toda a minha juventude e adolescência, éramos amigos desde os 13 anos de idade. Quando muito novo, eu não conseguia falar o R das palavras durante a fala, e lembro de ter me esforçado muito pra aprender a pronunciar a porra do R unicamente pra poder falar o nome dela certo, porque se não ela não ia ser minha amiga. Eu devia ter uns 7 anos naquela época. Foi essa a pessoa que eu abandonei.
Depois do término eu estive a beira da insanidade durante meu curso, sofri com depressão, pensamentos suicidas, pais depressivos e problemáticos, desmotivação, dívidas, insegurança e uma auto-sabotagem absurdamente exagerada. A maioria destes problemas já me acompanhavam de bem antes, mas eu tinha mais força pra seguir de cabeça erguida enquanto tinha uma pessoa, por quem eu me importava muito, do meu lado. Quando eu saí pro mundo social descobri outro grande problema: eu não sabia viver em sociedade.
Não sabia puxar assunto, não sabia manter contato, odiava (e ainda odeio) conhecer pessoas novas, achava (e ainda acho) insuportável a futilidade de algumas conversas, mas me permiti bastante pra deixar isso fluir. Ter paciência talvez foi a chave, eu já quase fui pro hospital uma vez que dei um soco na parede de raiva quando estava sozinho em casa, mas nunca descontei isso com ninguém, nem em quem era responsável pela raiva que eu sentia. Descobri que a arte de socializar melhor é se permitir e aceitar o fato de que pessoas são pessoas e elas vão sempre querer contar algo sobre a vida dela (como eu to fazendo agora), ou contar vantagem de alguma coisa, etc, etc. Então aprenda a ouvir e aprenda ainda mais a relevar, relevar como aprendi a relevar pessoas que me estressaram e me colocaram na beira de um surto. Essa é a arte. E saiba: quando você estiver afim de socializar, não tem ninguém mais inteligente ou mais burro, mais bonito ou mais feio, mais isso ou aquilo, essas são definições e conclusões pra você manter na sua cabeça na hora de saber quem você deixa ou não entrar na sua vida. Quando for conversar com alguém desconhecido, não fica tentando traçar características. Deixa a conversa fluir, deixa a pessoa ser quem ela é, você vai ficar surpreso com o resultado a longo prazo. Mas é lógico, mantenha o bom senso, tem pessoas que não valem nem 3 minutos da sua atenção e essa é a questão: você não é obrigado a conversar com ninguém, você só é obrigado a manter o respeito.
A vantagem desses problemas pessoais é que aprendi a lidar com a minha própria mente, aprendi muito bem por sinal, hoje tenho um círculo de amizades relativamente admirável e planejamentos futuros dentro e fora da minha área profissional. Terminei o curso e tô empregado? Não. Muito pelo contrário, voltei a depender dos meus pais (que não possuem condições nenhuma), mas não abaixei a cabeça e relevo a vergonha porque sei que esse perrengue que vou fazer eles passarem hoje, vai ser recompensando. Quando? Não sei, mas vai porque vou continuar tentando e é isso que importa.
Agora falo com segurança que você pode estar preocupado sobre o rumo que a sua vida tá tomando e talvez não saiba se você consegue segurar as pontas ou não, porque ninguém sabe mesmo. Garanto pra você que você consegue sim, desde que não abaixe a cabeça. No começo do meu oitavo ano na faculdade, eu andava de cabeça baixa porque tinha uma vergonha imensa de mim. Eu achava que todos deveriam me olhar e falar "olha lá o cara que vai jubilar", ou "hahaha, oh o vagabundo aí, os pais bancando e ele deve tá na faculdade só zoando". Pensei em desistir do curso, mas eu precisava entregar esse diploma pros meus pais e pro meu irmão, mais como uma prova pra falar que o esforço deles em me manterem aqui não foi jogado fora.
E falo a real: só tô vivo hoje porque aprendi a relevar, a ser mais ignorante e um pouco mais egoísta. Entender que a vida tem dessas e saber como se martirizar. Eu me martirizava muito, me chamava de burro, achava que eu era preguiçoso, etc. Hoje eu ainda me acho burro, mas ao invés de focar a energia no meu lamento, eu tento sempre fazer alguma coisa diferente todo dia. Às vezes a gente desiste da gente mesmo sem nem notar, por isso que eu me esforço pra sempre fazer algo por mim todo dia, esse texto foi uma das coisas que eu escrevi por mim.
Escrevi porque eu me formei e parece que a minha ficha não caiu, eu não pareço me agradecer por isso. E eu tenho consciência de que isso é errado, porque era o meu principal plano de vida e ficar neutro depois de passar por tudo que passei e ter um episódio de conquista assim é normal? Não, não é, eu sei disso. Então eu resolvi escrever aqui pra poder rever minha vida até esse ponto e garanto pra vocês que to finalizando esse texto com um alívio muito maior, incluindo um breve sorriso no rosto. Poderia ter o quadruplo de texto aqui, mas isso foi o suficiente pra fazer eu me sentir melhor.
Quando não souber o que fazer, se não tiver ideia de quem você é, sentir que tá perdido, ou que tem um problema sério: escreva. Pode ser de qualquer jeito, mas escreve. No fim de tudo, foi isso que me salvou. Foi isso que fez eu pegar meu diploma depois de 9 anos. Foi isso que me fez rever melhor alguns momentos da minha vida que não aproveitei quanto tanto deveria, e foi isso também que me fez ver que algumas vezes me martirizei por demais.
Outra dica que deixo: tudo realmente passa. a tempestade demora, mas sempre acaba. Às vezes não vale a pena a gente nadar contra a correnteza muito tempo, se deixe descansar um pouco. E sua cabeça existe pra ser mantida erguida, não baixa, só baixa a guarda. E bola pra frente.



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