Pássaros do amor teste

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O Insignificante

2018.02.13 03:27 pedrothegrey O Insignificante

I.
Borges era uma homem desimportante. Bebia constantemente, mas não o suficiente para que seus colegas ou esposa achassem problemático. Fumava quando se encontrava nervoso ou ansioso, excedia os limites de velocidade de quando em vez, e deixava a toalha molhada em cima da cama após o banho. Seus vícios pareciam sob seu controle, a todo tempo.
Era calado, culto, porém deveras alienado. Tratava bem de sua esposa. Trazia, para ela, doces nas datas românticas e jóias sem brilho no Natal. Ela não tinha nenhuma surpresa mas nenhum desagrado sério com Borges. Quando conversava com suas amigas casadas, sobre seus maridos que por vezes eram infiéis, apostavam somas obscenas de dinheiro nos cavalos, se metiam em brigas de rua, e até ameaçavam socos, sentia uma curiosidade mórbida pelo pecado, ao mesmo tempo em que aceitava ser melhor por ter Borges por perto.
Ele nunca fora genial no colégio. Na quinta série, percebeu que quando estudava muitas horas para uma prova, conseguia o mesmo resultado que quando não havia aberto os livros. Conseguiu ingressar em uma universidade, muito embora não fosse a que ele tinha vontade de entrar. Falhou alguns exames, foi aprovado sem grandes honrarias, no meio de tantos outros. Foi efetivado no lugar onde fazia estágio, uma pequena empresa no subúrbio, e na única noite em que saiu com os colegas para o happy hour, conheceu sua mulher. Desposou-a três meses depois, quando tinha 25 anos e um carro popular.
Quando seu pai aposentou-se, o convidou para que conversassem e bebessem algumas cervejas. Borges beijou a sua esposa com os lábios secos e disse adeus, ela disse um adeus afetuoso, embora não tivesse desgrudado o olho da televisão. Ao chegar no sitio de seu pai, Borges se depara com uma mesa, do lado de fora da casa, com uma maleta comprida aberta sobre ela. Seu pai estava sentado ao lado da mesa, limpando a espingarda recém-comprada. Mostrou, orgulhoso, ao filho a compra que havia feito.
— Quer fazer um teste? — perguntou. — É mais fácil do que parece, vou colocar um alvo ali pra você.
Bebeu de um gole o resto da cerveja que estava na lata, e a colocou a 20 metros de Borges. Este, pegou a espingarda com um desajeito quase infantil, posicionou a coronha nos ombros e mirou na latinha. Antes de atirar olhava para o pai, como se dissesse "Tem certeza que essa é uma boa ideia?", e era correspondido por um olhar ansioso e debochado. Tomou coragem, talvez toda a que tinha, e deu o tiro. O barulho machucou seus ouvidos, sentiu o coice poderoso da arma em seus ombros, o cheiro de pólvora queimada, o calor do cano. Era um equipamento bruto, robusto, porém tinha certa dose de beleza, de graça, o suficiente para que Borges pudesse apreciar.
Ao se aproximarem do que se sobrou da lata, Borges ficou espantado com o resultado do tiro. Ele havia obliterado um objeto com o toque de um dedo. Havia naquele momento, para o observador cuidadoso, uma pequena centelha em seu espírito, um brilho no seu olhar, tão sutil que poderia ser confundido com o reflexo da luz. Sutil, efêmero, porém presente.
Dirigiu seu carro cinza para casa, e no caminho sua mente só pensava naquele momento mágico, naquela sensação que nunca havia sentido antes. Ao leitor desavisado, pode-se ter a impressão de que uma paixão se fez presente em sua alma, mas Borges era incapaz de um vício tão eloquente. Era, acima de tudo, uma obsessão fria, muda e nada tinha de viril. Quando chegou em casa, encontrou sua esposa na mesma posição de algumas horas atrás. Após tomar um banho rápido e trocar sua roupa cinza por uma caqui, se deixou cair na cama, mas sem soltar demais o corpo. Se sentiu feliz pela esposa não ter prestado atenção na tolha molhada que estava debaixo de seu pé.
— Meu amor, acho que vou comprar uma arma e caçar. — disse, enquanto seus dedos passeavam, sem cor, pelo rosto da mulher.
Sua esposa moveu os olhos suavemente para o lado e olhou fundo nos seus olhos, e não vira naqueles olhos cinzas, pálidos, um ímpeto para uma ação tão... tão... diferente. Colocou, gentilmente a mão em seu rosto, e também o acariciou levemente. Seus olhares se cruzaram por um período que levaria até Zelda e Scott Fitzgerald ao desconforto. Depois dessa pequena eternidade, ela só podia concluir que ele havia descoberto o leve descontento que tinha por sua previsibilidade, e, como havia lançado essa ideia sem nenhum contexto, achou que o fazia meramente para agradá-la. Seus lábios esboçaram um sorriso delicado e dormiram após o costumeiro beijo de boa noite.
II.
Na semana seguinte, chega em casa com uma maleta comprida, igual a do seu pai. Sua mulher estava fazendo café e quando olhou para o marido, deu um grito e um pulo para trás, quase derrubando o café. Ele mostrou a ela todos os acessórios que havia comprado, ensinou os nomes de cada parte da arma, deu uma breve explicação sobre o funcionamento dela e por fim, deixou-a segurar a arma. Ao falar, parecia haver memorizado toda uma cadeia de informações, na sua voz não havia uma empolgação genuína, era como se estivesse lendo uma revista técnica de tiro.
Sua esposa ouve tudo, mas sua visão adquire um aspecto onírico. Ela se sente confusa e com uma certa náusea de toda a situação. Não só ele havia comprado uma arma — o que ela nunca aprovaria — como ele o havia feito, embora de maneira planejada, nesse ímpeto remotamente (e ela recuava quando sua mente pensava nisso) adolescente. Ele estava no banho e só se deu conta de que não havia ninguém falando quando ouviu o barulho da chaleira. Dormiu numa perturbação a nível espiritual. Todos os finais de semana de Borges eram passados no campo de tiro. Treinou como uma máquina, não vibrava quando acertava na mosca — o que ocorria com surpreendente frequência — nem esbraveja quando errava o alvo. Anotava seus pontos e mostrava para a esposa quando chegava em casa. "Que bom, amor", dizia, sem olhar para o resultado. Borges nunca notou, pois não tirava os olhos do resultado.
Certa vez, estava limpando a espingarda na sala, quando um pombo se equilibrou nos fios do poste. Continuou limpando a arma e montou-a novamente. Se levantou do sofá e viu o pombo estático, pendurado nos fios. Uma estranha força se havia apoderado dele, não mais tinha controle sobre seu corpo. Sem compaixão, sem vileza, atirou no pombo. O barulho ressoou forte na sala de estar, ouviu o grito da esposa que correu para a sala, os vizinhos que gritavam e perguntavam se estava tudo bem. Mas ele não tinha ouvidos para isso, se concentrou no som pesado da bala atingindo o peito da ave, o bater descontrolado de asas na tentativa desesperada de tentar voar, o som seco e desolador da queda do corpo do animal no chão. Todos esses pequenos momentos ecoavam em Borges, enquanto sua esposa tentava explicar a situação para os vizinhos. Borges tinha uma nova (se é que podemos chamar assim) vontade e sua esposa tinha o que conversar na próxima reunião de esposas.
III.
Meses depois. Eram 19h e Borges não havia chegado em casa. Sua mulher não sabia como reagir a essas duas horas de atraso. Ele bateu de carro? Fora assassinado? Parou para beber? Mas tudo isso parecia tão irreal que sua preocupação tinha um gosto quase sobrenatural. Teria Borges absorvido aquele delicado ímpeto transgressor em sua alma? Tinha ele essa capacidade, esse tipo de caráter anárquico? Havia sumido com sua arma e carro, este, fora encontrado abandonado na estrada, ao lado de uma mata que se estendia até o horizonte. Borges havia sido regurgitado pelo subúrbio? Tudo que se sabia era que havia entrado — e era consenso geral de que se havia perdido — no meio da mata. Novamente é enfatizado ao leitor que aquela decisão não fora tomada de ímpeto, no meio do trânsito, com o rádio ligado. Não existia uma paixão que o carregava até a natureza, nem um ódio que o pudesse mover para fora do subúrbio. Não tinha um amor tão expressivo pela mulher para que o impedisse, tampouco era indiferente a ponto de não deixar um pequeno bilhete no carro, que dizia:
Adeus, meu amor. — Borges.
Dormiu no chão nos primeiros dois dias. As formigas, os mosquitos e outros tantos insetos inomináveis se banqueteavam com ele. Depois de uma noite infernal de picadas e mordidas, acordava molhado de orvalho, com os primeiros raios de sol que cortavam entre as copas das árvores. Conseguiu fazer uma pequena cabana de folhas e galhos, e isso o ajudou imensamente. No quarto dia, quando acordou com um pouco menos de dor, pegou o rifle e o carregou, e ficou esperando, na beira de um lago (que havia encontrado no dia anterior) um alvo que pudesse atirar. Mas nada apareceu, nesse dia ou no outro, ou no outro, ou... Seu estoque de comida — alguns enlatados e biscoitos — havia acabado e, além de frutas, nada tinha para se alimentar. Desistiu de tentar caçar e simplesmente se sentou à margem do rio, observando o fluxo da água, ouvindo o farfalhar das folhas, o canto dos pássaros. Entrara num estado de transe insensível, parecia que a vida era constituída somente daquele momento e daquele lugar, mas não sentia nisso uma alegria particular. Apenas aceitava como um fato. Lembrou-se da quinta série, sem nenhuma razão especial.
Seu coração acelera quando ouve o barulho de um galho seco que se quebra, e uma pata que se leva ao chão devagar. Ele sente aquela mesma força invisível que leva seu braço à arma. Engatilha suave e lentamente a espingarda. A capivara mostra seu corpo grande e desajeitado e se inclina para beber água. Do outro lado da margem, Borges, como um animal selvagem, sem vileza, sem piedade, age como se todo o mundo esperasse que ele agisse. Toma uma decisão como se não pudesse tomar outra, uma decisão, que não foi necessariamente irrefletida, mas destituída de toda culpa moral. Não havia outra coisa a se fazer.
Borges aperta o gatilho. Passara dias sem ouvir nada além de grilos e água corrente, e o barulho da explosão foi nuclear. Quase podia sentir a onda de choque que avassalava a paz da mata. Os pássaros voaram imediatamente e o som de suas asas ecoou junto da explosão por alguns segundos. A capivara fora atingida no coração, seus olhos se arregalaram e ela caiu para o lado, tesa, nas margens do lago. Borges arrastou o animal até a cabana, cortou sua barriga e retirou suas entranhas. Se sujou da cabeça aos pés, não tinha nenhuma noção do que estava fazendo. Retirou um pedaço de carne do animal, com um pouco de couro no exterior e o colocou na fogueira, que demorou algumas horas para que conseguisse acender. Fez isso da mesma maneira que praticava tiro, fazia anotações mentais dos movimentos que foram eficazes e dos que não foram, etc. Comeu a carne dura e sem gosto do animal. Mas isso não importava, pois não o havia matado pela carne, nem tinha alguma satisfação especial na comida.
A noite caiu e, enquanto a fogueira crepitava em seus suspiros finais, o calor das brasas aquecia a cabana de Borges. Se deitou e dormiu um sono sem sonhos. No meio da noite, ouviu um barulho ao longe, o som de uma lembrança distante, um som caótico e bem sutil, quase delicado. Se levantou sem fazer barulho e saiu da cabana, com a arma em mãos. Estranhas luzes vinham em sua direção, e o barulho ficava cada vez mais alto.
Como um animal encurralado, correu para a beira do lago, onde a lua talvez pudesse iluminar os agressores, e onde podia ter um alvo claro. As luzes continuavam o seguindo quando chegou no lago. Um som de algo desesperado se ergue no meio do caos, um som agudo, suave, gracioso, mas tenso e trêmulo. Borges tropeça e cai no lago, e uma estranha criatura pula em sua direção, emitindo esse som tão estranho. Por puro reflexo evolucional, instinto de autopreservação, Borges atira na criatura.
O clarão da explosão revela o rosto de sua esposa. Que cai nas margens do lago, ao lado de Borges. Seu rosto que, outrora, exibia uma vida pálida e fria, agora tinha um aspecto vivo e aterrorizado. O sangue da mulher corre pelo rio, fazendo uma mancha que tem um brilho macabro sob a luz da lua. Borges retoma sua consciência anterior, daquele pequeno subúrbio e das regras daquele mundo. As luzes que o seguiam param nas margens, nada mais são que policiais à sua procura, provavelmente liderados pela esposa na busca.
Borges sente de novo a força incontrolável e aponta a arma para os policiais. Mas algo novo surge sob a luz da lua. Borges sente. Sente algo, sua alma é tempestade, ímpeto, sua filosofia, o martelo, seu deus, ele mesmo e a sua vontade é a da lua. Coloca o cano da espingarda na boca e aperta o gatilho. Sua nuca explode, deixando no rio uma mancha de sangue, que finalmente, faz companhia à esposa.
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